Quantas vezes nos perdemos no meio da multidão, em que todos os rostos nos parecem iguais e que nenhum deles se importa realmente contigo? Vezes sem conta percorremos "ruas de amargura", sem vermos um único rosto, um único rosto que nos amparasse nos piores momentos. Esta imagem assusta-me, porque tenho medo que um dia não consiga ver mais os rostos que me habituei a ver todos os dias, às conversas sem qualquer sentido, e as conversas que nos tornam confidentes. Sei que por mais rostos passem por mim, haverá sempre um que se vai manifestar no meio desta e mostras que nao estou sozinha nessa "rua da amargura". Sei que me vais segurar na mão se cair, que me limparás as lágrimas com a manga quando estas percorrem os contornos do meu rosto, simplesmente sei que me arrancarás um sorriso quando estiver mal. Sei o que tenho, sei o que sempre terei, mesmo que esse seja de tempo indeterminado.
Não quero, nem me importo de pseudo-amizades, que só nos consideram amigos quando pretendem algo em troca, que nos usam e se esquecem de quem somos quando mais precisamos. Infelizmente a nossa sociedade habituou-se a este ritual de desprezo pelo do lado, mas eu sei que por mais tempo que passe, certas amizades não acabam e quando mais precisarmos ELES estarão lá!
Será que sabes no fundo o que é ter alguém do teu lado no meio de uma multidão?
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Capitulos

Todos os dias nos levantamos e pensamos que "hoje" é o dia. Pensamento idiota este, mas no entanto deixamo-nos levar pelas emoções por mais ridiculas que sejam repetimo-las vezes sem conta. Somos levados por impulsos, achando serem necessidades básicas, mas continuamos na expectativa de sempre algo mais.
Desiludimo-nos de forma rídicula achando-nos sempre superiores a toda e qualquer situação. É possível o ser humano ser tão inconsciente? è possível que não vejamos as consequências dos nossos actos?
A cada frase que escrevo apercebo-me vada vez mais de que todo o percurso percorrido não tem qualquer senso, igualando-me a uma onda batendo vezes sem conta no mesmo rochedo, fumando o meu cigarro á espera de algo, de algo que nem eu nem ninguém sabe. Escusado será perguntar porque me sinto assim, ou que me leva a pensar assim, pois jamais entenderias as mensagens; mensagens estas que jamais verás, porque o passado gerou uma série de acontecimentos impossibilitando assim tudo o que quero dizer, tudo o quero sentir e hoje não posso.
Por mais campos que pise, por mais praias e sitios que passe, as memórias vão aparecendo como flashes de uma longa memória.
Da próxima vez que o teu dia começar de novo não penses no que dirás, farás e conseguirás, vive, disfruta do que a vida melhor te dá, não penses no que o amanhã trará, mas apenas no que o HOJE te pode dar.
Um capítulo que fica em aberto para que tu o possas preencher,
Até breve
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Esqueci, ou fingi que me esqueci?

Quantas vezes olhei para trás tentando apagar o rasto como se me fosses seguir? Quantas vezes tentei deixar falhas no meu rasto para que não me esquecesse?
Tantas foram, tentei enganar-me mas pior ainda foi enganar-te dizendo que não te queria mais quando na verdade tu és o que sempre desejei. Fugi aos meus próprios sentimentos não haverá mais estupidez que isto? O ESQUECIMENTO é apenas uma palavra vulgar, por mais que digamos que esquecemos, estamos apenas a fugir aos nossos verdadeiros sentimentos!
Até quando vamos continuar a dizer que nos esquecemos?
ondas

Hoje não estou inspirada, mas sinto que se não escrevesse algo iria rebentar!
Sinto-me como uma onda que deambuleia de um lado para o outro, e para onde quer que vá, bato sempre com a cara na areia e sou arrastada! Neste último ano, a minha vida deu demasiadas voltas inesperadas e nem todas foram as melhores. Amigos que desapareceram, sentimentos de raiva, angústia e frustração que surgiram em mim. Deixei de conseguir ser a criança doce que fui, hoje sou vazio, como se fosse um corpo sem alma que se limita a fazer o que é chamado de "natural".
Chorar tornou-se agora rotina, como uma onda no mar, espuma que deixo na areia é como se fosse deixando partes da minha alma tambem.
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
heartless
Suspiro, fecho os olhos e volto a suspirar, percorro a sala com o meu olhar e tudo parece igual. Levanto-me lentamente e dirigo-me para a porta, volto a minha cabeça mais uma vez á espera de ver algo novo, mas continua igual a sempre. As mesmas posições, os mesmos sofás, as mesmas cortinas, o cheiro do chão de madeira. Baixo a cabeça e caminho pelo corredor, e recordações vêem me a cabeça, olho para o lado tentado esquecer, mas a música, os cheiros, a sensação de uma brisa leve no cabelo, como se estivesse parada no tempo olhando aquela recordação tão viva.
Sinto como se tivesse perdido a minha própria alma, como se vagueasse dias após dias, há espera do meu último suspiro.
Sinto como se tivesse perdido a minha própria alma, como se vagueasse dias após dias, há espera do meu último suspiro.
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Melhor Amigo
Não existem palavras para demonstrar como tudo isto me custa, começam a pesar os dias. A tua falta é mais que sentida, não te ter por perto dói tanto, ter-te perdido assim dói ainda mais. Nos meus últimos textos tenho vindo a falar de dor, distância, erros, arrependimentos e segundas oportunidades, quando na verdade nada disso faz sentido quando não estás aqui a meu lado como sempre estiveste. Passaram quatro longos meses e sei que com estes mais virão e nada poderei fazer para que esta contagem pare. Sinto o meu mundo desabar cada dia com mais velocidade como que se fosse uma peça de dominó, um culminar de acontecimentos têm feito com que este processo avance cada vez mais depressa e nada posso fazer para o impedir, nada, sinto-me tão impotente.
As lágrimas vão caindo uma a uma, já não há mão que enxugue-as do meu rosto, as memórias todos os dias vão voltando e todos os nossos momentos mesmo que breves são revividos.
Perder alguém tão próximo, tão metade de nós e tão difícil de suportar. Não mereciamos isto, talvez a palavra mais correcta a utilizar é SAUDADES. Sei que quando te encontrar será para sempre.
Descansa em paz
As lágrimas vão caindo uma a uma, já não há mão que enxugue-as do meu rosto, as memórias todos os dias vão voltando e todos os nossos momentos mesmo que breves são revividos.
Perder alguém tão próximo, tão metade de nós e tão difícil de suportar. Não mereciamos isto, talvez a palavra mais correcta a utilizar é SAUDADES. Sei que quando te encontrar será para sempre.
Descansa em paz
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Distância
Criamos este muro em nosso redor, um muro inquebrável, pelo menos por enquanto. Criaste uma fortaleza em teu redor, já não sei como penetrá-la. A cada dia torna-se mais difícil continuar a lutar por algo que já nem sabemos se acreditamos realmente ou se estamos a tentar mostrar algo aos espectadores desta nossa história. Sinto-me cada vez mais confusa, os sentimentos que fluiam sem qualquer problema, hoje surgem com imensas questões. Segundas oportunidades devem ser dadas? Todos nós merecemos pelo menos uma, pois todos erramos, ó ser humano não foi concebido para ser perfeito, e a perfeição deste mesmo ser encontra-se tão distante. Quis uma segunda oportunidade e tu deste-ma, fiz tudo bem até ao dia...existe sempre um dia em que por mais pequeno que seja o erro, colocam-nos sobre um pesado julgamento. A última lágrima foi como um suspiro, mas as que se seguiram foram de uma tristeza enorme, de uma dor que não pode ser discrita. Não és um qualquer, nunca o foste e ainda hoje apesar desta muralha em nosso redor não és um qualquer. Falta o teu cheiro na minha roupa, o teu toque...ninguém disse que a distância era fácil e não fomos treinados para saber lidar com ela. A verdadeira questão é como ultrapassá-la e deixar que entre nessa tua muralha.
Continuo a não desistir e pretendo continuar a lutar.
Continuo a não desistir e pretendo continuar a lutar.
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